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20 out - 2019

Dados como principal ativo da organização

Nos últimos anos tenho vivenciado sucessivas experiências junto a grandes empresas de diversos segmentos de mercado no que tange o assunto “Dados e Informação”. Ao longo desta jornada pude acumular um conhecimento bastante amplo sobre o tema, especialmente por ajudar empresas em diferentes estágios de maturidade na forma como lidam com seus ativos de dados, e também os diferentes níveis de “apetite” e investimentos para transformação na busca do patamar tão desejado de gerar conhecimento e valor para os negócios.

O fundamental é não começar pela tecnologia, mas utilizá-la como meio, dentro de um planejamento de Governança de Dados corporativo que envolva as áreas internas, que faça sentido dentro do seu contexto e principalmente traga resultados tangíveis para organização. Isto possibilitará evoluir de forma efetiva e consistente na transformação do “grande mar de fragmentos de dados” em contextos que ampliem o nível de conhecimento sobre processos, correlações entre eventos, sobre o mercado e principalmente sobre seus clientes, para finalmente fazer um uso mais inteligente dos dados e colher os resultados, de forma gerenciada.

 

“O fundamental é não começar pela tecnologia, mas utilizá-la como meio, dentro de um planejamento de Governança de Dados corporativo que envolva as áreas necessárias, que faça sentido dentro do seu contexto e principalmente traga resultados tangíveis para sua organização.”

 

Toda organização possui ativos fixos que compõe o patrimônio da organização e geralmente são fundamentais para que a sua operação possa funcionar. Com o surgimento da microinformática, sistemas, pacotes de software e recursos de tecnologia, as empresas passaram a investir na sistematização de processos, workflows e controles, o que à princípio significava um diferencial competitivo pois tinha como um dos principais objetivos tornar a execução do trabalho mais rápida (automatizada), eficiente e segura (padronizada). O problema é que este investimento deixou de ser um diferencial competitivo rapidamente e passou a ser apenas uma necessidade fundamental para dar continuidade à existência no mercado.

Neste contexto, os sistemas assumiram um papel essencial como meio de funcionamento e operação das empresas, recebendo e armazenando informações de todos os processos e em muitos casos extrapolando o conteúdo de uma única empresa, integrando dados de cadeias produtivas inteiras.

Atualmente, o diferencial competitivo que antes estava associado a informatização de processos (inteligência operacional), passou a ser a capacidade de transformar o “mar de fragmentos” e grandes volumes de dados armazenados em seus sistemas, dados históricos de operações, dados sobre seus clientes, seus processos e produtos, em contextos e informações que sejam relevantes para direcionar melhor a operação e aumentar a precisão e resultados das ações de marketing, ou reduzir riscos a fraudes por exemplo.

Quando analisamos uma grande organização que tem dezenas de sistemas operacionais descentralizados em diferentes áreas, e outras “ilhas de dados” como Business Intelligence, Modelagem Estatística, CRM, entre outras, deixamos de ter uma visão e controle sob o ponto de vista da informação (ciclo de vida completo) e na prática se estabelece uma visão particular sobre cada um destes silos de dados baseados e que são organizados segundo os critérios e necessidades particulares de cada uma destas áreas, o que dificulta a integração e o conhecimento do todo.

Conhecer todo o inventário dos ativos de dados (normalmente fragmentados e pulverizados em dezenas de fontes e formatos distintos), organizar e contextualizar, ter uma visão completa do ciclo de vida e atualização dos dados, definir políticas, papéis e responsabilidades para garantir o atendimento a requisitos de compliance e a confiabilidade dos dados (Qualidade de Dados) para tecnologia, sistemas, aplicativos e para explorar o máximo potencial analítico gerando conhecimentos que sejam relevantes para os negócios, são assuntos cobertos pela Governança de Dados.

A Governança de Dados é fundamental não apenas para garantir a melhor estruturação na ótica corporativa para elevar o patamar de uso dos ativos de dados pela organização, mas também tem papel fundamental no planejamento de sistemas simples de tecnologia (principalmente de entrada de dados), aplicativos e outros canais de coleta de informação, além de projetos de maior complexidade como MDM (Master Data Management), Big Data, e outros projetos que necessitam de forte integração e governança na ótica corporativa.

 

A DataStrategy pode ajudar a sua empresa a planejar e implementar estrutura, processos e ferramentas, através projetos de grande ou pequeno porte, sob medida para necessidade de cada negócio e com uma abordagem fortemente orientada a resultados, tendo como referência os diversos cases já realizados nesta área e as boas práticas de mercado.

 

Sobre o Autor

Pós-graduando do curso de Business Analytics & Big Data pela FGV, Marcos Palmeiro é fundador e o principal Consultor na DataStrategy, especialista em Data Driven Business Transformation, Data Compliance e Data Quality. Com mais de 15 anos de experiência nesta área, atuou ao longo deste período em projetos de Database Marketing, Inteligência comercial, Dados Não Estruturados, Qualidade de dados e Governança de Dados em grandes empresas de Telecomunicações, Bancos, Varejo, Seguros e Serviços Financeiros (Bureau de Crédito).

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